Bancos e reguladores entram no centro da agenda de ativos digitais do Blockchain.RIO

Evento que nasceu focado em adoção tecnológica chega a 2026 com representantes de BC, CVM, BIS, B3 e grandes bancos em discussões sobre tokenização, stablecoins e infraestrutura financeira

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Bancos e reguladores entram no centro da agenda de ativos digitais do Blockchain.RIO
Blockchain.RIO 2026 amplia presença de bancos e reguladores na agenda de ativos digitais. Crédito: Divulgação/Blockchain.RIO
  • Programação reúne representantes de Banco Central, CVM, BIS, B3, Itaú, BTG Pactual, Bradesco e bancos internacionais.
  • Blockchain.RIO afirma ter migrado de uma agenda concentrada em adoção tecnológica para discussões sobre infraestrutura financeira, integração regulatória e mercados institucionais.


O Blockchain.RIO chega à edição de 2026 com uma programação que coloca representantes de algumas das principais instituições do sistema financeiro e regulatório ao lado de empresas de ativos digitais. Banco Central, Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Bank for International Settlements (BIS), B3 e grandes bancos aparecem na mesma agenda de empresas ligadas a tokenização, stablecoins e infraestrutura blockchain.

A mudança ocorre quatro anos depois de o projeto nascer como Blockchain Rio Festival. O próprio Blockchain.RIO descreve sua trajetória como uma passagem de uma agenda inicialmente concentrada na adoção de novas tecnologias para discussões mais amplas sobre infraestrutura financeira, integração regulatória, transformação digital e desenvolvimento econômico.

Na edição deste ano, tokenização de ativos e Real World Assets (RWAs), stablecoins, pagamentos transfronteiriços, liquidação financeira, infraestrutura para mercados de capitais, custódia institucional, prevenção à lavagem de dinheiro, interoperabilidade e regulação aparecem entre os principais temas da agenda.

A lista de participantes ajuda a dimensionar esse deslocamento. O site oficial confirma a presença de Otto Lobo, presidente da CVM; Rodrigo Teixeira, diretor do Banco Central; Nagel Paulino, head de unidade do BC; Italo Bastos Borssatto, adviser do BIS; Daniel Maeda, superintendente jurídico da B3; José Augusto de Azevedo Antunes, head de ativos digitais do Itaú; André Portilho, head de ativos digitais do BTG Pactual; além de executivos de Bradesco, Visa, Bank of America e Standard Chartered.

Do lado da infraestrutura de ativos digitais, o evento também lista representantes de Tether, Ripple, Fireblocks, Ondo Finance e Revolut, entre outras empresas do setor.

Da adoção tecnológica aos trilhos financeiros

A mudança de perfil não aparece apenas nos nomes dos participantes.

A mudança de perfil não aparece apenas nos nomes dos participantes.
Como o Wb3News mostrou ao mapear as tendências que chegariam ao Blockchain.RIO 2026, tokenização, stablecoins e a aproximação entre ativos digitais e o mercado financeiro já estavam entre os principais eixos da edição.

O Blockchain.RIO afirma que a blockchain passou a ser tratada sob uma perspectiva mais ampla, como uma camada de infraestrutura aplicável à modernização dos mercados financeiros, à eficiência de pagamentos internacionais, à representação digital de ativos, à liquidação de transações e à integração entre diferentes sistemas.

A agenda também inclui governança, segurança digital, custódia institucional, identidade digital, compliance, prevenção à lavagem de dinheiro e convergência regulatória.
 

“O mercado amadureceu. Tokenização e stablecoins deixaram de ser apenas temas associados à inovação tecnológica e passaram a integrar a agenda estratégica de instituições financeiras, reguladores, empresas e governos. O Blockchain.RIO existe para conectar os atores que estão construindo essa nova infraestrutura e fortalecer o protagonismo do Brasil nesse processo”, afirma Francisco Carvalho, CEO do Blockchain.RIO.


A própria estrutura do evento acompanha esse movimento. Além da conferência principal, o Blockchain.RIO mantém um programa institucional voltado a discussões sobre regulação, mercados e infraestrutura financeira.

Fórum abre agenda com bancos e reguladores

A edição de 2026 começa nesta terça-feira (11) com o Financial Infrastructure Forum – LATAM presented by Cainvest, no Museu do Amanhã.

O fórum reúne reguladores, bancos, provedores de infraestrutura e lideranças de mercado para discutir tokenização, stablecoins, pagamentos globais, interoperabilidade, modernização dos trilhos financeiros e desenvolvimento dos mercados institucionais.

Ainda nesta terça-feira ocorre o Blockchain Leaders, encontro privado voltado a executivos C-Level, autoridades, investidores institucionais e formuladores de políticas públicas.

Nos dias 12 e 13, o Blockchain.RIO Main Event, no ExpoRio, concentra a conferência principal, com trilhas dedicadas a tokenização, RWAs, stablecoins, pagamentos globais, infraestrutura bancária, ativos digitais institucionais, regulação, compliance e blockchain corporativa.

A programação é desenvolvida em articulação com CVM, Federação Nacional de Associações dos Servidores do Banco Central (Fenasbac), Associação Brasileira de Câmbio (Abracam), Associação Brasileira de Cripto Economia (ABCripto) e Associação Brasileira de Tokenização e Ativos Digitais (ABTOKEN).

“O Blockchain.RIO é feito para brasileiros e para o mundo. Nosso objetivo é garantir que o Brasil não acompanhe essa transformação apenas como espectador. Queremos contribuir para que o país tenha voz ativa na construção da próxima geração da infraestrutura financeira global”, afirma Carvalho.

De festival a atuação permanente

O Blockchain.RIO nasceu em 2022 com a realização do Blockchain Rio Festival, no Píer Mauá, reunindo mais de 10 mil participantes na primeira edição.

Em 2023, realizou edições no Rio de Janeiro e em São Paulo e alcançou mais de 30 mil participantes. Segundo a organização, as diferentes iniciativas realizadas desde então já impactaram mais de 100 mil pessoas no Brasil e na América Latina.

Em 2025, o evento reuniu mais de 20 mil participantes, mais de 500 palestrantes e mais de 150 expositores. Foram 214 painéis e palestras, distribuídos em 16 trilhas, com representantes de mais de 70 nacionalidades. A organização estima em US$ 20 milhões o impacto econômico da edição para a cidade do Rio de Janeiro.

A atuação também passou a se estender durante o ano por meio de iniciativas como Financial Infrastructure Forum – LATAM, Blockchain Leaders, Criptorama, Blockchain On The Road, encontros executivos e ativações regionais
. A edição de 2026 também terá uma programação paralela com creators, podcasts e debates sobre blockchain. O Blockchain On The Road leva debates sobre blockchain, tokenização, ativos digitais e inovação a diferentes cidades e ambientes acadêmicos.

A mudança de formato acompanha a própria evolução descrita pelo Blockchain.RIO: de uma agenda inicialmente concentrada na adoção de novas tecnologias para discussões sobre infraestrutura financeira, integração regulatória, transformação digital e desenvolvimento econômico.
 

“O Blockchain.RIO não é apenas o lugar onde o ecossistema se encontra. É uma plataforma para articular interesses, traduzir temas complexos, aproximar diferentes agentes e contribuir para decisões que terão impacto sobre a economia digital nos próximos anos”, afirma Carvalho.


Blockchain.RIO 2026
Quando: 11 a 13 de agosto de 2026

  • 11 de agosto: Financial Infrastructure Forum – LATAM, no Museu do Amanhã, das 14h às 18h
  • 11 de agosto: Blockchain Leaders, na Casa Camolese, das 19h às 23h
  • 12 e 13 de agosto: Blockchain.RIO, no ExpoRio

Informações: site oficial do Blockchain.RIO


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