Crypto.com e Times Brasil | CNBC fecham parceria para educação em criptomoedas
Iniciativa inédita no país terá programas educativos sobre moedas digitais, com patrocínio exclusivo da plataforma global
Douglas Tavolaro, presidente e idealizador do Times Brasil | CNBC_Divulgação
A Crypto.com, uma das maiores plataformas de criptomoedas do mundo, anunciou nesta segunda-feira (17) uma parceria exclusiva com o Times Brasil | CNBC, maior canal de jornalismo de negócios do país. O acordo, inédito no Brasil, prevê que a empresa patrocine programas e segmentos educacionais sobre o mercado de moedas digitais, que serão exibidos na TV e em plataformas digitais.
A iniciativa, batizada de “Cripto Brasil”, é inspirada no projeto “Crypto Word”, desenvolvido pela CNBC nos Estados Unidos com o apoio da Crypto.com. O objetivo é ampliar o conhecimento financeiro do público brasileiro sobre criptomoedas, em um momento em que o mercado global de ativos digitais ganha atenção renovada, especialmente após as recentes medidas econômicas adotadas pelo governo dos Estados Unidos.
Como parte do acordo, a Crypto.com terá sua marca presente em intervalos comerciais e em patrocínios exclusivos de programas. Além disso, a parceria inclui ativações integradas de conteúdo e campanhas publicitárias, reforçando a presença da empresa no país.
“Estamos empolgados em iniciar nossa parceria com a Crypto.com, um dos principais apoiadores de eventos icônicos em todo o mundo”, destaca Gilberto Corazza, vice-presidente comercial do Times Brasil | CNBC.
Expansão no Brasil e na América Latina
O Brasil é considerado um mercado estratégico para a Crypto.com, que tem ampliado sua presença na região. Alain Yacine, presidente da Crypto.com para o Brasil e América Latina, ressaltou: “O Brasil é um mercado muito importante para nós. Estamos focados em expandir nossa atuação no país e em toda a América Latina, e trabalhar com o Times Brasil | CNBC nos permitirá aumentar nossa visibilidade.”
“Nossa visão é ‘Criptomoeda em Cada Carteira’. Por meio dessa nova parceria, teremos a oportunidade de fornecer aos brasileiros conteúdo informativo sobre os avanços das criptomoedas”, reforça Thales Freitas, gerente geral da Crypto.com no Brasil.
Douglas Tavolaro, presidente e fundador do Times Brasil | CNBC, é um dos nomes mais influentes do jornalismo brasileiro. Pouco mais de três anos após trazer a CNN ao Brasil, ele apostou na criação de um canal voltado para jornalismo de negócios, adaptando o modelo da CNBC norte-americana ao mercado brasileiro. Desde a estreia, em 17 de novembro de 2024, Tavolaro tem liderado a missão de democratizar o acesso a informações financeiras, com uma programação que busca atingir desde pequenos empreendedores até grandes executivos.
“A nossa ideia é falar de negócios de uma forma que alcance a maior quantidade possível de pessoas, desde o dono de uma pizzaria na periferia de São Paulo até o CEO de uma fintech, passando pelo estudante que está querendo entrar no mercado de trabalho. A proposta é mostrar como a economia e as decisões que são tomadas no País impactam o dia a dia de todas as pessoas”, explicou o jornalista no lançamento do canal.
Sobre a parceria com a Crypto.com, Tavolaro destacou: “Esta colaboração marca um novo capítulo para nossa empresa. Juntos com a Crypto.com, esperamos explorar novas oportunidades para ajudar a informar e educar os brasileiros sobre o mercado cripto.”
Desafios da regulação
A regulação do mercado de criptomoedas está em pleno desenvolvimento no Brasil e nos Estados Unidos. Nos EUA, a nova administração Trump tem adotado uma postura mais aberta ao diálogo com a indústria, buscando previsibilidade para o setor.
No Brasil, o Banco Central lidera o processo regulatório, mas ainda há incertezas após o encerramento de consultas públicas em fevereiro de 2025. Entre os temas em discussão estão a proteção ao consumidor, o enquadramento de protocolos de finanças descentralizadas (DeFi) e a definição de regras para corretoras e stablecoins.
Especialistas apontam que uma regulamentação equilibrada pode trazer segurança aos investidores e fomentar a inovação. Por outro lado, medidas excessivamente restritivas, como impostos elevados ou limitações à auto custódia, podem desincentivar o uso de criptomoedas no país.