IA já movimenta carteiras cripto sozinha e expõe limite da regulação atual

Soluções já permitem que agentes de IA executem transações e negociações em blockchain sem humanos, pressionando modelos de regulação atuais

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O movimento aparece em iniciativas recentes do setor. A Coinbase lançou o AgentKit, um framework que permite a sistemas de IA operar carteiras de criptoativos, realizar pagamentos e gerenciar saldos de forma independente. A Fetch.ai, que passou a integrar a ASI Alliance, desenvolve mecanismos para que agentes negociem dados e serviços por meio de tokens em redes blockchain.

No início de 2025, a Oobit, plataforma de pagamentos cripto com sede em Londres, apresentou uma solução voltada para transações entre agentes autônomos.

Esses sistemas são projetados para executar tarefas financeiras de forma automatizada, incluindo pagamentos e operações em protocolos descentralizados.

O avanço começa a expor limites do modelo regulatório atual. Sistemas financeiros foram estruturados com base na existência de um usuário humano por trás de cada transação, lógica que perde aderência com agentes capazes de operar de forma independente.

Dentro das redes blockchain, a utilização de contratos inteligentes e sistemas automatizados já faz parte do funcionamento das operações, o que amplia o debate sobre o papel desses novos participantes.

Para o setor, o tema envolve questões como identidade digital, reputação e responsabilização.

“Já existe uma nova classe de participantes operando em velocidade que o sistema tradicional não acompanha”, afirma Vinicius Chagas, fundador e CEO da HOUS3.

Segundo ele, o avanço pressiona reguladores, que ainda trabalham com a premissa de identificação individual em transações financeiras.

A discussão inclui como atribuir responsabilidade a agentes autônomos e como estruturar mecanismos de confiança para esse tipo de operação.

Para o mercado cripto, a entrada desses sistemas como participantes ativos passa a fazer parte do cenário em desenvolvimento das finanças descentralizadas.