Pesquisa aponta que brasileiros acreditam no blockchain, mas tecnologia precisa melhorar
Além da regulamentação do setor, estudo da Sherlock Communications mostra demanda para que plataformas sejam mais intuitivas e exijam menos conhecimentos técnicos
Uma pesquisa divulgada ontem pela Sherlock Communications aponta que 80% dos brasileiros participantes do estudo acreditam na tecnologia blockchain. Esse grupo também crê que o blockchain vai impactar alguma área de sua vida nos próximos anos.
Os brasileiros também melhoraram sua percepção sobre a modernização tecnológica do país, obtendo o maior grau de confiança sobre o tema entre os países latino-americanos: em 2020, 37% achavam que o Brasil estava atrasado, mas hoje esse número é de 27%. Outro dado interessante da pesquisa, também a respeito de quem é do Brasil, é que 36% considera as criptomoedas uma forma segura de investimento. Porém, uma fatia de 35% afirma que as plataformas de investimento deveriam ser mais intuitivas e exigir menos conhecimentos técnicos.
A pesquisa revelou ainda a importância da regulamentação do setor. Para 35% dos entrevistados brasileiros, as chances de investir aumentariam caso o setor fosse devidamente regulado, e 18% indicam que estão aguardando uma regulação. O Brasil já aprovou o Marco Legal das Criptomoedas, mas boa parte da regulamentação depende agora das definições do Banco Central.
Luiz Hadad, pesquisador-líder de blockchain da Sherlock Communications, conclui que as respostas foram impactadas por movimentos mais recentes no mercado, em especial o atual cenário de baixa e uma forte pressão regulatória ao redor do mundo, colocando a questão da segurança como central para o setor. Já Patrick O'Neill, sócio-gerente da empresa, pontua que os dados mostram que as taxas de adesão a criptomoedas "continuaram a aumentar, embora em um ritmo mais lento. Os governos e as instituições estão começando a acompanhar a tecnologia, e países como o Brasil e El Salvador estão criando regulamentações amigáveis para o ecossistema de criptomoedas, cada um deles com seus próprios termos".